Com o fim do mês, as rotinas estão instaladas. Os horários funcionam, as turmas conhecem-se e o ano entra em velocidade de cruzeiro. É agora que começa a parte menos visível do nosso trabalho: perceber, aluno a aluno, como está a correr.
Isso faz-se sobretudo a ouvir. Todas as semanas visito salas e tento fazer uma coisa simples, que nem sempre consigo: falar menos do que escuto. Uma criança que hesita à porta antes de entrar, um aluno que pede a mesma coisa de várias maneiras, uma pergunta feita em voz baixa no fim da aula. São sinais discretos, e chegam-nos muito antes de a dificuldade aparecer numa nota.
Ouvir, porém, não chega. O sinal só vale se alguém agir em consequência dele. Às vezes basta mudar um aluno de lugar. Outras vezes é dar-lhe mais tempo para terminar um trabalho, ou telefonar à família ainda a tempo de resolver o assunto em conjunto. Todos os anos chegam à escola alunos inseguros, com receio de falar ou de participar, e todos os anos vemos alguns deles, meses depois, a liderar um trabalho ou a defender uma ideia perante a turma. Essa transformação nunca é um acaso feliz. Houve um professor que reparou cedo e que fez qualquer coisa a partir daquilo que viu.
Em casa, o princípio é igual. Perguntar “como correu o dia” quase nunca produz uma resposta útil, porque pede um resumo a quem ainda está a digerir o dia. As conversas que realmente informam costumam surgir de lado, no carro ou ao jantar, quando não estamos à espera delas. Vale a pena ter paciência para esses momentos: é neles que os filhos nos dizem o que precisamos de saber.
Porque acreditamos que educar é preparar para a vida. Contem connosco.
Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Geral
Quantas vezes já ouviram um filho, à hora de deitar, garantir que não tem sono nenhum e, poucos minutos depois, adormecer quase a meio da frase? Como psicóloga e mãe de três filhos, conheço bem as duas versões desta cena.
O sono não é apenas uma pausa no dia da criança. É durante o sono que muito do que foi vivido ao longo do dia se organiza e se consolida: as aprendizagens, as emoções, a autoestima e até a confiança necessária para enfrentar um novo dia.
Uma criança que não dorme o suficiente não está apenas mais cansada. Está também mais vulnerável emocionalmente, mais reativa e menos disponível para lidar com as pequenas frustrações, para se relacionar com os outros e, naturalmente, para aprender.
Não se trata de alarmar ninguém, nem de acrescentar culpa a dias que já são, tantas vezes, demasiado preenchidos. Trata-se apenas de recordar que o bem-estar emocional é a base de tudo, e que o sono tem um papel fundamental nesse equilíbrio.
Sei bem que, em muitas casas, o final do dia é uma verdadeira corrida contra o relógio. O jantar que se atrasa, os banhos, as mochilas para preparar e o cansaço dos próprios pais.
Não é preciso ter uma rotina perfeita todos os dias. O mais importante é que, na maioria das noites, exista um fio condutor reconhecível para a criança: os mesmos gestos, uma sequência semelhante e uma hora de deitar relativamente consistente.
Um ritual simples e previsível, como ler um livro, conversar alguns minutos, dar um abraço, um beijinho e apagar a luz aproximadamente à mesma hora, pode valer muito mais do que qualquer método complicado.
Dormir bem não é um detalhe. É uma necessidade para crescer, aprender e estar emocionalmente bem.
E, visto pelos olhos de uma criança, talvez seja mesmo um superpoder.
Cristina Gama · Diretora do Tickles International School
Passado o primeiro mês de aulas, as rotinas começam a ganhar forma e trazem uma sensação de segurança tanto às crianças como aos jovens. É também um bom momento para promover pequenos gestos de autonomia, ajustados a cada idade. O Gabinete Psicopedagógico partilha consigo algumas sugestões para apoiar este processo em casa.
Mantenha horários regulares para as refeições, o sono e as brincadeiras. A repetição diária destes momentos ajuda a criança a antecipar o que vem a seguir e reforça a sua sensação de segurança.
Incentive a criança a fazer pequenas tarefas sozinha, como vestir-se, arrumar os brinquedos ou colocar a mochila no lugar certo. Estes gestos simples constroem confiança e sentido de responsabilidade.
Ajude o seu filho a organizar um horário próprio para os trabalhos de casa e o estudo, sem substituir o esforço dele. Elogie a iniciativa e a persistência, não apenas o resultado final.
Desejamos a toda a comunidade escolar uma semana de rotinas tranquilas e pequenas conquistas de autonomia.
Semana de 21 a 25 de setembro de 2026
| Dia | Sopa | Prato | Vegetariano | Sobremesa |
|---|---|---|---|---|
| Segunda | Creme de legumes | Filetes de pescada no forno c/ arroz de ervilhas e cenoura, legumes salteados | Arroz de ervilhas e cenoura c/ seitan e ovo, legumes salteados | Fruta variada da época |
| Terça | Creme de nabo e cenoura | Empadão de carne, salada de alface e tomate | Empadão de tofu, salada de alface e tomate | Fruta variada da época |
| Quarta | Creme de couve-flor e feijão verde | Pescada c/ limão e arroz de tomate e manjericão, legumes salteados | Seitan c/ limão e arroz de tomate e manjericão, legumes salteados | Fruta variada da época |
| Quinta | Creme de couve-flor e feijão manteiga | Jardineira de frango, legumes cozidos | Jardineira de soja, legumes cozidos | Fruta variada da época |
| Sexta | Creme de couve-flor e feijão verde | Fussilli c/ pescada, brócolos e tomate, legumes salteados | Fussilli c/ tofu, brócolos e tomate, legumes salteados | Fruta variada da época |
Acompanhamento diário: legumes salteados ou salada, consoante o prato. Para mais informação sobre alergénios, contacte a nossa equipa.
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